A adversidade é a maior oportunidade
por Sr. Kaoru Inoue
| Ocupação: Presidente de empresa | País: Japão




Esta é a história de
um homem que
faliu três vezes e
depois entendeu o
que é sucesso verdadeiro.

Uma infância difícil
Ainda menino, eu perdi a esperança na vida. O meu pai era um jogador que adorava apostar em corrida de cavalos. Nós vivemos no luxo enquanto ele ganhou muito, mas quando começou a perder, ficamos tão pobres que o meu pai não podia nem me comprar sapatos para a escola. Pior, ele era excessivamente mão-aberta e não hesitava em assumir as dívidas dos amigos. Não foram poucas as ocasiões em que os cobradores vieram bater na nossa porta e, certa vez, tivemos de abandonar a casa de madrugada para fugir deles. O sonho de um dia ser presidente da minha própria empresa era a minha única esperança de sair daquela vida.

Riqueza aos 28 anos
Esse sonho, eu o realizei aos 28 anos de idade. Assim que me formei na faculdade, comecei a trabalhar numa companhia de seguros estrangeira e, vários anos depois, resolvi ser autônomo. Como o Japão estava vivendo a chamada “bolha econômica”, a minha nova empresa foi tremendamente bem. Mas isso durou só até a manhã em que os preços das ações caíram vertiginosamente em todo o país, e o meu negócio faliu depois de apenas quatro meses de atividade.

Eu fiquei meio chocado, mas tratei de abrir outra firma imediatamente, uma fornecedora de serviço de secretariado. Uma vez mais, fui bem-sucedido e enriqueci. Absolutamente confiante no meu talento empresarial, aluguei uma casa de 800 mil ienes (14 mil reais) por mês num condomínio de alto padrão e passei a levar uma vida extravagante. Ainda por cima, a minha noção de dinheiro ficou inteiramente paralisada: todo mês, eu esbanjava milhões de ienes (dezenas de milhares de reais) e nem recordava em que os tinha gastado.

Descobrindo o sentido da vida
Foi nessa época que um cliente me recomendou a leitura dos livros da Happy Science, e eu comecei a ler essas obras que falavam na “Verdade Búdica”.

“Os seres humanos nascem com um plano de vida a fim de aprimorar a alma.” “As calamidades e o sofrimento também proveem alimento para aprimorar a alma.” As muitas perguntas que eu tinha acerca da vida foram se dissipando à medida que eu lia tais livros. Convencido de que essa doutrina era real, não tardei a ingressar na Happy Science, no entanto, por mais que os ensinamentos me tocassem o coração, eu conservei os antigos hábitos e não alterei o meu estilo de vida extravagante. Não tardou para que a concorrência no negócio de serviço de secretariado se intensificasse. Incapaz de continuar lucrando, tive de fechar também essa empresa.

A terceira vez é a que vale?
A terceira firma que abri era de móveis importados. Embora fosse um negócio lucrativo, a administração continuava baseada numa contabilidade descuidada. Passados três anos, o nosso maior cliente fechou as portas. Ele me devia muito e não pagou, coisa que nos deixou instantaneamente sem capital. Como se isso não bastasse, um empregado de confiança fugiu com o dinheiro da empresa.

“Acabou... só me resta pedir falência.”
Tentei conversar com os nossos parceiros e solicitei o adiamento dos pagamentos, mas, na época, todos estavam lutando muito por liquidez. Os vendedores que, para me bajular, me tratavam por “presidente” começaram a exigir pagamento sem demora. “Pague o que nos deve! Por que você não toma emprestado de um agiota para nos pagar?” Ouvir gritos era melhor do que quando uma pessoa me disse calmamente: “Palavra que eu preferia nunca ter te conhecido.”

Eu juntei o pouco que sobrava da mercadoria, pus à venda até os móveis da minha casa e promovi uma “liquidação geral”. Mesmo assim, os clientes não hesitavam em pechinchar para deprimir ainda mais os meus preços. Eu estava lutando completamente sozinho para cuidar de todas as barganhas quando ouvi dizerem: “Isso não é o fim do mundo. Uma coisa boa vai tornar a acontecer um dia.”

Surpreso com essa voz, eu ergui a vista e dei com uma mulher de meia-idade sorrindo para mim. Depois outros clientes também me disseram palavras de estímulo.
“É verdade, ainda não é o fim, seja perseverante!”
“Nós estamos do seu lado!”
Preciso voltar a me levantar e pagar.

Eu ainda estava enxugando as lágrimas quando terminei a liquidação geral e fechei a loja depois de quatro anos de atividade.

Vendendo batata na rua
Ainda com trinta e poucos anos, perdi todo o dinheiro e o crédito; a única coisa que me restou foi uma grande quantidade de dívidas. Mudei-me para um apartamento barato, que não exigia caução, e passei anos trabalhando numa grande variedade de empregos. Certa vez, estava vendendo batata-doce assada numa região comercial quando ouvi: “É você, Inoue?”

À minha frente estava um ex-colega da companhia de seguros em que eu havia trabalhado.
“Oh... Oi, Ishikawa.”

Foi o máximo que consegui dizer. Pela minha resposta, ele deve ter imaginado a situação e foi embora, dizendo: “Vê se telefona um dia desses.”

Nunca me senti tão humilhado como naquele dia. Ele era a própria elite no mundo dos negócios, um homem bem-sucedido aos olhos de todos, ao passo que eu não passava de um...

Apressei-me a ir vender batata em outro lugar, mas confesso que fui com os olhos embaraçados. Parei o meu carrinho na sarjeta e chorei. Será que foi um erro querer ser autônomo? Não! Ainda vou ter sucesso na vida! Esses dois pensamentos lutavam ferozmente dentro de mim.

A adversidade é uma oportunidade
Incapaz de suportar a impaciência e a ansiedade cada vez maiores, eu procurei alívio na doutrina do mestre Okawa. “Em face do infortúnio, tratam de nele detectar uma intenção divina e se perguntam o que aquela situação pretende lhes ensinar.”* O que eu estava aprendendo com aquela adversidade...?

Quando eu comecei a pensar a partir dessa perspectiva, vi que a minha situação não era uma “vida miserável, pulando de um emprego para outro”, e sim uma oportunidade de conhecer diretamente a estrutura e o caráter das várias indústrias e também de saber como elas utilizavam as pessoas.

“Não pense apenas no seu pequeno lucro. Viva a vida e toque o seu negócio com o desejo de enriquecer a sociedade como um todo. Então, com toda certeza, você não trilhará o mau caminho. O caminho da ascensão se abrirá definitivamente para você.†

Refletindo, eu me dei conta de que só pensava em sucesso para mim. A minha vida não devia se prender a um objetivo tão egoísta. O sucesso que eu tivesse devia contribuir para o mundo e para as outras pessoas.

O desejo de orar a Deus chegou naturalmente. Por favor, abre um caminho para que eu trabalhe de modo útil para os demais... Foi assim que rezei, e isso bastou para que eu sentisse a força retornar ao meu coração, este coração que quase não aguentava mais. Eu também participava todo mês da Prece para a Prosperidade Econômica e Sucesso numa sucursal da Happy Science e procurei ter paciência nesse período de perseverança.

Uma nova ideia comercial
Um dia, alguns anos depois, o meu pai me pediu que o ajudasse a encontrar um aparelho terapêutico eletrônico. Como se tratava de um produto caro, eu saí à procura de um mais barato – foi aí que tive a inspiração de um novo negócio: vender aparelhos terapêuticos usados. Fiquei entusiasmadíssimo. Imaginei clientes felizes examinando produtos de diversos fabricantes, experimentando-os e, melhor ainda, comprando-os a preço muito mais acessível.

Com o pouco dinheiro que tinha, coloquei imediatamente um anúncio de três linhas num jornal: “dispositivos terapêuticos eletrostáticos usados compra/venda”, e fiquei aguardando os fregueses entrarem em contato.

Visão inesperada
Esse foi um momento decisivo em minha vida. Dois anos depois, eu consegui abrir uma empresa. Também fui guiado a uma nova etapa na existência ao participar de um seminário sobre gestão no templo da Happy Science em Utsunomiya. Fechei os olhos serenei o espírito e imaginei o que eu desejava para o meu negócio. Então, a inesperada situação futura da minha empresa apareceu como uma imagem nítida. A minha empresa empregaria muitos jovens que aspirassem a ser empresários no futuro e lhes daria oportunidade de inaugurar várias seções na nossa firma, coisa que lhes permitiria acumular a experiência necessária para realizar os seus sonhos e, ao mesmo tempo, enriquecer a sociedade. Foi uma visão maravilhosa.

Assim que voltei do seminário, iniciei os preparativos para realizar o meu sonho. Em 2004, a minha firma se expandira para mercadorias de marca, revenda de joias e informática e se tornara uma sociedade anônima.

O medo de perder o sucesso
Em outra ocasião, eu participei de um seminário de gestão da Happy Science, dessa vez em Tóquio, para aprender métodos de progredir. Descobri uma coisa igualmente inesperada. Descobri o medo em meu coração
Por que eu estou com medo?

O mestre Okawa explica que a mente é como um ímã que atrai tudo quanto se parece com ela. Assim, quando a pessoa tem no subconsciente emoções negativas como o medo, atrai para si, inconscientemente, reveses ou fracassos, as coisas que ela mais teme. Se um empresário tiver essa tendência, acaba inibindo o crescimento da sua empresa.

Eu procurei dentro de mim o porquê desse medo, refletindo sobre a minha infância difícil, as três falências, aqueles dias miseráveis de fracasso... e percebi que o meu medo era de perder o sucesso que finalmente havia recuperado. Isso é “autoproteção” que, de algum modo, inadvertidamente, se transformou em medo. Mas, ao mesmo tempo em que me dava conta disso, também compreendi que, em toda a minha vida, eu tinha sido constantemente apoiado por Buda, Deus e inúmeras pessoas e que, na verdade, era muito afortunado. O meu coração foi tomado por um sentimento de gratidão tão profundo que eu comecei a chorar. Quando as lágrimas enfim secaram, o meu medo havia desaparecido.

Sucesso para a sociedade e para os outros
A minha empresa progrediu mais ainda quando o meu medo desapareceu e o meu senso de gratidão se aprofundou. Agora tenho nove lojas, inclusive uma em Tóquio, três ramos de atividade e mais de sessenta empregados tanto no leste quanto no oeste do Japão. Os empregados são o meu recurso mais valioso, e eu me alegro muito em saber que eles também participam do meu sonho de ser empresários bem-sucedidos.

Administrando o meu próprio negócio, eu esbarro em muitas dúvidas e muitos problemas, mas o estudo da Verdade Búdica me dá coragem para enfrentar qualquer adversidade que surgir. Especialmente agora que o mundo se debate em meio à recessão, as pessoas precisam, mais do que nunca, conhecer a simples Verdade “o caminho sempre se abre se você trabalhar muito e acreditar num futuro radiante”. Desejo do fundo do coração que muitos entendam o que é sucesso verdadeiro e tenham gratidão.

por Sr. Kaoru Inoue


* De Pensamento Vencedor (Editora Cultrix) | † De Hatten-shikou (somente em japonês)
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