Neste número de Histórias de Experiência de Vida, apresentamos três relatos de participantes do nosso retiro de outono “Os Oito Corretos Caminhos” ocorridos no Templo Nikko Shoja, Japão. Esperamos que você goste de ler a respeito das descobertas que eles fizeram ao praticar a autorreflexão.

 
O Sonho de Ensinar Crianças Desfavorecidas
por sr. Antony Moller,




A minha experiência aqui neste retiro
foi melhor do que eu esperava.
Obtive uma grande revelação, fazendo
me perceber que tenho muito o que fazer. Não obstante,
eu me sinto preparado e disposto.

A Visão de um Raio
No primeiro dia do retiro, quando estávamos meditando, tive uma visão fugaz, como a de um raio caindo. A visão desapareceu tão depressa quanto surgiu, mas ficou gravada na minha mente. Foi realmente a confirmação do meu sonho, assinalando: “Vá e faça.”

O meu sonho era ensinar crianças a jogarem golfe, especialmente as de origem desfavorecida. As crianças são o futuro. Eu sempre acreditei que, se elas começassem a jogar golfe desde pequenas e a se entusiasmar pelo jogo, isso faria milagres para elas, porque o golfe ensina a gente a viver. Mas o que não me havia passado pela cabeça, até então, era incluir a espiritualidade nessa preparação para a vida.

Agora que a Happy Science chegou à África do Sul, creio que é a maneira ideal de ensinar espiritualidade para as crianças, porque lhes dá a oportunidade de crescer compreendendo e praticando a autorreflexão. No momento, ocorrem muitas coisas desagradáveis neste mundo, como a corrupção, por exemplo. Tudo que é transmitido pela Happy Science ensina sobre o amor, o conhecimento, e os Quatro Corretos Caminhos é algo que todos precisamos. Nós precisamos de amor. Se a próxima geração crescer na compreensão de que existe um Deus que guia o mundo com compaixão e benevolência, se crescer praticando os ensinamentos da autorreflexão e do amor “que se dá”, as pessoas melhorarão e o mundo se tornará um lugar melhor.

Despertando Para Dar Mais Amor
Eu percebi por mim mesmo que tenho muito amor para dar e que posso dar mais. Pensava que dava amor, mas depois percebi que, na verdade, tomava mais do que dava. Eu não dava o suficiente, especialmente para as pessoas mais próximas.

Examinando a minha vida conjugal, a minha esposa é contadora profissional e tem uma jornada de trabalho mais longa que a minha. Eu chego em casa mais cedo que ela, ligo a televisão e procuro relaxar. A minha esposa chega mais tarde e, em mais ou menos uma hora, prepara um ótimo jantar. Essa foi uma das coisas que me chamou a atenção. Fazia provavelmente uma hora ou mais que eu estava em casa, mas não tinha feito nada, apenas ficara ali sentado, assistindo à televisão ou talvez lendo um pouco. Por outro lado, depois de um longo dia de trabalho, a minha mulher prepara o jantar quase imediatamente ao chegar, sendo que mal tem tempo para trocar de roupa e ficar mais à vontade. Eu podia ajudá-la adiantando os preparativos do jantar ou pelo menos fazendo alguma coisa que a aliviasse um pouco do seu fardo. Isso é tomar simplesmente não fazendo nada. É tomar, não dar.

Uma Nova Rotina Diária
De agora em diante, o que eu quero é acordar quinze minutos mais cedo para recitar as preces e meditar. Afinal de contas, quinze minutos não são tanto tempo assim. No entanto, recitar o Dar ma do Correto Coração, as orações, especialmente a prece Juramento do Casal* e meditar ainda que apenas cinco minutos fazem uma grande diferença. Além disso, ao voltar do trabalho, eu gostaria de me sentar, refletir sobre o dia e estudar os ensinamentos,o que me ajudará a dar mais valor a cada dia.

 
por Antony
* Uma oração do Livro de Preces II para que marido e esposa se apoiem mutuamente, cultivem a harmonia e criem a utopia familiar.

 
Saindo da Concha para Dar Amor
sra. Toni Cordas,



Vir aqui estudar os Oito Corretos
Caminhos ajudou-me a fazer descobertas
sobre a minha vida, as quais eu era
incapaz de fazer sozinha, muito embora já
os praticasse, além de meditar diariamente.

Desconhecer a Espiritualidade
Eu fui criada na religião católica e frequentei um colégio católico até a oitava série. Ao iniciar o ensino médio, comecei a achar que tinha pais muito conservadores e chatos e a desejar ser diferente deles em tudo.

Na infância, eu sempre fui muito interessada pela arte e, no fundo, era um pouco excêntrica. Sentir-se meio diferente é complicado para uma criança. Tornei-me uma pessoa brava e defensiva. O meu pai não podia conversar comigo; qualquer coisa que ele dissesse, eu o recebia como uma crítica. Também achava que a minha mãe me atormentava. Tinha raiva do colégio e, embora fosse animadora de torcida e muito benquista, eu não era feliz.

Mesmo na faculdade continuei sendo infeliz e hostil. Sem nunca ter ouvido falar em espiritualidade, tentava expandir a consciência de outra maneira: da maneira rápida, não através da meditação, que é um modo lento, mas duradouro.

Aos 22 anos, tive uma depressão que durou cerca de nove meses. Via uma “nuvem negra” chegar e pairar sobre a minha cabeça. Toda noite, eu pegava o meu cobertor, trancava-me no banheiro e chorava. Sentia que não tinha controle. Não sabia a quem consultar, nem o que fazer.

A Estagnação da Minha Busca da Verdade
Infeliz com a minha saúde física e mental, decidi parar de fazer dieta, de ir a festas e tentar me purificar. Comecei a procurar a Verdade explorando o hinduísmo e estudando a ioga ananda. Passei dois períodos de seis meses em um ashram da Califórnia e me informei sobre o pensamento positivo, as afirmações e a purificação da mente. Aderi a esses ensinamentos que me ajudaram imensamente. Entretanto, depois de alguns anos, a minha espiritualidade estagnou.

Eu descobri a Happy Science em fevereiro de 2010, graças ao filme O Renascimento de Buda. Desde então, não me canso de ler os livros de Ryuho Okawa. Hoje percebo que havia estagnado porque me faltava o aspecto da autorreflexão. Agora que o encontrei, uma nova porta se abriu diante de mim.

Súbitas Percepções no Retiro
Logo no pr imeiro dia do retiro, comecei a perceber padrões em mim. A concha que eu hav ia formado dentro de mim desenvolveu-se por causa dos meninos malvados do meu colégio. Antes disso, sempre censurava os meus pais por não serem carinhosos como eu queria que fossem. No entanto, ao responder as perguntas sobre o meu ambiente familiar como parte da autorreflexão, “Como era o seu relacionamento? ” Ótimo, excelente. “Algum problema?” Não, nenhum.

Dei-me conta de que, até a oitava série, todo dia eu voltava para casa chorando porque os garotos do colégio judiavam de m im. Durante esse retiro, nós ouvimos o depoimento de uma mulher com der matite*. Eu sofr ia disso, e os colegas viviam zombando de mim.

Foi assim que aprendi a levar uma vida independente e solitária. Graças àqueles garotos malvados, eu me isolava em florestas e montanhas, pois não queria mais que as pessoas me magoassem. Como ainda não tinha aprend ido a mudar por dentro, controlar o meu ambiente f ísico era a única coisa que eu sabia fazer. Passei doze anos em um ambiente muito sereno na minha atividade de guarda-florestal – trabalhando no mato, bebendo água fresca e acampando sob as estrelas. Mantive um ambiente externo pacífico. Até alguns anos atrás, eu gostava mais das árvores que das pessoas. Agora sei por quê.

Essencialmente, devo pedir desculpas aos meus pais, pois eles eram maravilhosos. A causa fundamental da minha concha foi ser constantemente atormentada no colégio. Agradeço àqueles meninos malvados, pois eles foram as “pedras de amolar” que ajudaram a moldar a minha alma. Nesse retiro, aprendi que eu tenho apego à ideia de uma alma gêmea; à ideia de que essa pessoa misteriosa entrará na minha vida, dará todo o amor de que preciso, e então eu serei feliz. Através da Happy Science, percebi que não necessito esperar a chegada dessa pessoa misteriosa: para receber amor, a única coisa que preciso fazer é dar amor.

Dando Exemplo de Felicidade
Os ensinamentos de Ryuho Okawa são impressionantes porque funcionam perfeitamente se você realmente tentar praticá-los. No momento em que entramos neste Templo, fomos “bombardeados” de felicidade. Lá a atmosfera e a energia são inacreditáveis. Não podemos obrigar ninguém a ser feliz, mas podemos dar o exemplo. Espero ser um bom exemplo que os outros sigam.

 
por Toni
* Uma inflamação da pele causada por irritação, que a deixa vermelha, inchada e dolorida.

 
Enxergando-me por uma Nova Perspectiva
por sra. Lyn Bentley,


Eu descobri a Happy Science em 1987
e sou membro desde então. De todos
os retiros de que participei, saí repleta de
luz. Desta vez, fui capaz de compreender a
respeito dos Oito Corretos Caminhos e da
autorreflexão.

Vendo o Meu Verdadeiro Coração
Na meditação, espera-se que a gente saia de si e se veja de cima. No entanto, ao se ver, muitos pensam: “Não, esse não sou eu. Não é possível.” Foi justamente o que aconteceu comigo.

Durante o retiro, percebi facilmente a minha situação familiar. Sei que a maior parte de mim é boa: eu me esforço para fazer um bom trabalho para a Happy Science na minha comunidade e procuro agir como membro dessa instituição tão maravilhosa. No entanto, o meu marido e os meus três filhos conhecem todos os meus defeitos. Pude ver quanta feiúra eu guardava no coração. Se eu fosse para o outro mundo agora, isso seria um peso a me puxar para baixo. Às vezes, grito com os meus filhos, querendo que me obedeçam, e penso cá comigo: “Os anjos de luz não podem ficar perto dessa vibração”, mas não consigo parar.

Uma Bela Pedra de Amolar...
Um dos participantes, do qual tive a bênção de ficar perto no seminário, ajudou-me muito a perceber isso. Ouvindo-o respirar e bocejar, pensei: “Eu vim de tão longe para estar diante do Senhor El Cantare e agora nem consigo me concentrar!” Cheguei a sentir o meu corpo dar as costas para ele. Todavia, quando ouvi o seu testemunho, fiquei mais comovida do que com todos os outros testemunhos impressionantes apresentados no seminário. Foi lindo, e eu senti muito amor por ele.

Estou imensamente agradecida, pois esse homem foi uma bela pedra de amolar que me ajudou a fazer uma descoberta importantíssima. Ajudou-me a ver que eu vivo imersa em mim mesma e não me coloco no lugar do meu filho. Ele é tão cheio de vida que às vezes me irrita, mas, em vez de brigar com ele, eu devia vê-lo por uma perspectiva diferente da minha.

Vir a Ser Uma Luz Brilhante
Este retiro permitiu-me enxergar o meu ego com muito mais clareza. Antes disso, nunca havia sido capaz de ver tão nitidamente os meus pontos fracos e negativos. Agora o que quero é passar para o próximo estágio, já que a autorreflexão oferece a iluminação necessária para que salvemos as pessoas, e vir a ser uma luz brilhante, um dourado poder de luz. Isso é o que eu tenho de fazer, quero fazer e acho que agora sei como fazer.

 
por Lyn

 
Histórias de
Experiência de Vida
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“Como Eu Venci o Câncer de Mama”
Revista 193:
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Revista 192:
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Revista 191:
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Revista 190:
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Revista 189:
Três relatos de participantes do retiro: “Os Oito Corretos Caminhos”
Revista 188:
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Experiência de Ursula Forster
Revista 187:
Despertando
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Experiência de Yuko von Rothkirch
Revista 186:
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