Tema em Foco - Ensinamentos do Mestre Ryuho Okawa
 
ódio --- autopunição --- poder do coração --- relacionamentos --- maternidade
Excertos do livro O Caminho da Saúde Definitiva
 
A Verdadeira Causa do Câncer
 

Revista Happy Science
Ciência da Felicidade - Edição 194

É preciso encarar a doença com objetividade. Convém perguntar a si mesmo: “Por quê?” “Por que eu estou doente?” “Por que isso aconteceu comigo” e pensar muito.

No livro O Caminho da Saúde Definitiva, eu escrevi que o câncer é provocado pelos sentimentos de agressão e pensamentos autopunitivos. É verdade. Mas isso não significa que só pessoas más contraiam câncer e as boas não. As pessoas boas também abusam de si próprias esforçando-se demasiadamente. Por serem boas, elas se exaurem. Exigem muito de si, aceitam demasiado trabalho, são incapazes de tirar férias e muito menos de agir com desleixo ou vadiar. Mas, ao se punir em excesso para fazer o que lhes pedem, elas constroem, inconscientemente, ideias autodestrutivas dentro de si, as quais passam a trabalhar para derrubá-las. Elas só conseguem parar quando caem, então acabam caindo mesmo. Muita gente com plenas condições de trabalhar mais algumas décadas encerra a carreira prematuramente de tanto se punir. Portanto, é ingenuidade acreditar que a doença só atinge quem merece castigo. A situação é mais complexa do que se imagina.

Parece-me justo dizer que a avaliação objetiva da causa da sua doença é o fato de você ter errado na forma de controlar o seu coração e o seu corpo. Mas é bom saber que o pensamento que alimenta continuamente o ódio ou raiva contra os outros também causa a doença quando essas ideias destrutivas se voltam para dentro de si: em vez de afetar o alvo do seu ódio, afetam você, deixando-o enfermo.

 

“Eu escrevi que o câncer é provocado
pelos sentimentos de agressão e pensamentos
autopunitivos. É verdade. Mas isso não
significa que só pessoas más contraiam
câncer e as boas não.”

 

Você deve pensar com muito cuidado. Se esse ódio só serve para fazer com que você adoeça, será que ele tem utilidade? Você pode passar muito tempo enviando pensamentos malignos na esperança de levar o infortúnio ao seu adversário, mas é muito provável que esses pensamentos retornem pelo mesmo caminho e façam com que você adoeça, ao passo que o seu adversário continua ileso. Se o seu ódio por alguém o está prejudicando, é óbvio que não vale a pena insistir em cultivar tais pensamentos. É preciso parar de se irritar, parar de desejar o mal dessa pessoa e abandonar o ressentimento. Do contrário, é a sua saúde que vai sofrer. Simplesmente para se proteger, você precisa se esforçar para reduzir o sentimento de culpa que tem com relação aos demais.

A isso se soma o problema da autopunição, a causa principal da doença entre os devotos e fiéis. Estes têm a tendência de punir a si mesmos. Consideram-se pecadores e são incapazes de perdoar os erros, falhas, e deslizes passados que cometeram contra os outros. Também neste caso, com o passar dos anos, essas ideias autopunitivas infeccionam e criam doença.

É claro que há causas físicas como, por exemplo, o excesso de fumo que pode levar ao câncer do pulmão. Por mais que o fumante o negue, é evidente para os demais que é ao hábito de fumar dois maços por dia que se deve atribuir a culpa pelo seu estado. A causa é efetivamente física, mas convém averiguar o motivo pelo qual ele não conseguiu abandonar o hábito de fumar. Talvez estivesse tentando se entorpecer para escapar ao sentimento de culpa ou ansiedade. É possível que tivesse muita frustração e estresse. De modo que, sim, existem causas físicas como a bebida, a alimentação, o fumo, etc., que conduzem à doença, mas a razão oculta é um problema do coração. Cerca de 70% deles relacionam-se com problemas psicológicos, portanto, tratar do coração há de curar 70% das doenças.

 

“ ... a razão oculta é um problema do
coração. Cerca de 70% deles relacionam-se com
problemas psicológicos, portanto, tratar do
coração há de curar 70% das doenças.”

 

Os cânceres que ocorrem em certas regiões do corpo feminino, como o câncer de mama e o do útero, quase sempre tem causa conjugal. Quando o marido engana a esposa e não volta para casa ou quando tem outra mulher fora do casamento, uma esposa forte talvez consiga contornar a situação e convencê-lo a se corrigir. Neste caso, o problema não resultaria em câncer. Mas uma mulher menos forte suprime esses sentimentos negativos, e a consequência geralmente resulta em câncer de mama ou uterino.

O motivo pelo qual essas regiões femininas são afetadas é que, quando a esposa ataca o marido e não consegue vencê- lo, esse ataque se volta contra ela, que põe a culpa em seu próprio sexo feminino, na sua natureza básica de mulher. Os sintomas não tardam a se manifestar; em poucos meses, aparecem câncer, tumores e similares. Do mesmo modo, quando a mulher se responsabiliza a si própria, na realidade, está tentando fazer com que o marido se arrependa. “É por sua culpa que eu estou doente. Faça as pazes comigo, do contrário, eu venho assombrá-lo quando morrer!”. É uma ameaça para que ele volte cedo para casa e cuide dela. Seu desejo de que o marido se arrependa do que fez é tão forte que cria doença nela. Isso nunca é feito pela consciência superficial, e sim pelo subconsciente e, com frequência, é a causa de muitas doenças.

 

“ Os cânceres que ocorrem em certas
regiões do corpo feminino, como o câncer
de mama e do útero quase sempre tem
causa conjugal.”

 

Em tais ocasiões, a tendência é pensar: “Vou fazer com que a minha doença piore ainda mais para que ele me pague”, mas para se curar, é preciso trabalhar no sentido da reconciliação. Assim, se você tiver um sentimento muito reprovador por alguém, vire o seu pensamento de ponta-cabeça e reflita sobre si. Verifique se não falta alguma coisa em você e procure enxergar e elogiar as partes boas da outra pessoa, às quais você não deu muita atenção. Isso levará a outra pessoa a melhorar sua atitude para com você. O marido se afasta da esposa porque ela lhe atira pedras. Se ela parar de fazer acusações e, pelo contrário, refletir sobre os seus próprios pensamentos e atos, ele voltará. A mulher pode se queixar porque “Ele não vem para casa” ou “Ele me engana”, mas o marido provavelmente também não gosta de ficar na rua até tarde da noite. As vibrações do pensamento de críticas são muito rudes. Ele simplesmente evita ir para casa para fugir da esposa. Mas, se esta procurasse ser mais amável, ele voltaria para ela. Eu sei que é difícil, mas, para restaurar a harmonia, você precisa olhar também para si própria, recordar como se sentia quando era recém-casada e tentar recomeçar. Se você procurar fazer isso, o seu parceiro começará a mudar imediatamente. Por favor, tente, faça essa experiência.

 

“ Eu sei que é difícil, mas, para restaurar a
harmonia, você precisa olhar também para
si própria, recordar como se sentia quando era
recém-casada e tentar recomeçar. ”

 

Isso é muito melhor do que adoecer e morrer. Quando leva tal coisa em conta, você percebe que pode recomeçar tantas vezes quantas forem necessárias na vida, portanto, pare de repreender continuamente o seu parceiro. Parece que as pessoas gastam muito tempo e energia para ampliar os danos trazendo à baila coisas que aconteceram há dez, vinte anos ou tratando questões secundárias como se fossem grandes problemas. No entanto, é sempre melhor minimizar o dano, por isso, eu espero que você faça o possível para trabalhar no sentido de restaurar a relação.

As enfermidades ligadas às preocupações com a família são muito comuns entre as mulheres. Além das questões referentes ao sexo oposto, as preocupações com os filhos também podem causar problemas no útero. Como esse é o lugar em que os filhos são gerados, se a mãe culpar a si mesma pelo que os filhos vieram a ser, acaba pensando que há algo de errado com a sua capacidade como mulher. Essa autorreprovação se manifesta na forma de doença do útero ou algo parecido.

 

“ ...se a mãe culpar a si mesma pelo que os
filhos vieram a ser, acaba pensando que há
algo de errado com a sua capacidade como
mulher. Essa autorreprovação se manifesta
na forma de doença.”

 
Portanto, por favor, saiba que os seres humanos têm realmente o poder de criar doença. Uma vez que você haja compreendido qual é a causa da sua enfermidade, olhe para as coisas com a perspectiva de “mudar a vida mudando os pensamentos”, e trabalhe rumo a esse objetivo.
 




“Portanto, por favor,
saiba que os seres
humanos têm realmente o
poder de criar doença.
Uma vez que você haja
compreendido qual é
a causa da sua enfermidade,
olhe para as coisas
com a perspectiva de
‘mudar a vida mudando
os pensamentos [...]’ ”

Título original em Japonês: “Cho-zettai-kenko-hou” | Copyright © Ryuho Okawa 2009
Índice
Revista 194:
A Verdadeira Causa do Câncer
Revista 193:
Visita do Mestre à Índia e ao Nepal
Revista 192:
O Caminho para a Saúde Perfeita
Revista 191:
Como Cultivar a Prosperidade
Revista 190:
Ciclo de Palestras do Mestre no Brasil
Revista 189:
Os Métodos de Autoreflexão
Revista 188:
Provações e Independência da Criança
Revista 187:
Seja Infinitamente Amável
Revista 186:
A Maturidade Espiritual
Revista 185:
Sinta o Milagre
Revista 184:
O Caminho da Saúde Definitiva
Revista 183:
Enfrentando os Mares Turbulentos do Destino
Revista 182:
Atrair Novas Ideias & Aprender no Trabalho
Revista 181:
Encontrar a Felicidade na sua Família
Revista 180:
Viver Criativamente
Revista 179:
Utopia no Coração
Revista 178:
Adquirindo uma Consciência mais Elevada
Revista 177:
Os Estágios do Desenvolvimento do Amor
Revista 176:
O Caminho do Sucesso
Revista 175:
Enfrentando a Depressão
Revista 174:
Gestão Baseada no Tempo
Revista 173:
Viver para Amar
Parte 2
Revista 172:
Viver para Amar
Parte 1
Revista 163:
Como superar o Perfeccionismo
Revista 162:
Como vencer a doença
Revista - Maio de 1997
Sinalização para a Felicidade - Parte II
Revista - Abril de 1997
As Circunstâncias Espirituais de uma Guerra
Revista - Abril de 1997
Sinalização para a Felicidade - Parte I
Revista - Março de 1997
Como evitar espíritos obsessores
Revista - Março de 1997
O Prelúdio da Nova Era
Revista - Janeiro de 1997
O Correto Conhecimento do Mundo Espiritual
Revista - Janeiro de 1997
Um Dia, Uma Vida
   
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