Tema em Foco - Ensinamentos do Mestre Ryuho Okawa
Excertos de The Science of Happiness Copyright © Ryuho Okawa 2009
Título:
“The Developmental Stages of Love”
 
Os Estágios do Desenvolvimento do Amor
 

Revista Happy Science
Ciência da Felicidade - Edição 177

O amor instintivo
Assim como há estágios de iluminação, há estágios do amor. O estágio mais básico é o do amor instintivo: o amor familiar – o amor pelos pais, irmãos, cônjuge, filhos e por outros parentes – e o amor sexual. O amor instintivo ocupa de oitenta a noventa por cento da atenção das pessoas.

A maioria pensa que o amor é algo que se recebe dos outros, mas o desejo de ser amado não é amor verdadeiro, é apenas uma sede. O budismo encara esse tipo de amor como apego que, geralmente, traz sofrimento. Jesus reconhecia a existência do amor instintivo, mas destacava um amor de grau superior: o amor ao próximo.

O amor instintivo provém do mundo espiritual da quarta dimensão. Se tomar o rumo errado, ele se transforma em apego, que cria um inferno na quarta dimensão. Quem comete erros no amor sexual vai para o Inferno do Desejo após a morte e lá aprende as lições dos aspectos negativos do amor instintivo. Por outro lado, quem vive unicamente em estado de amor instintivo, mas é capaz de obter paz de espírito, vai para o Reino Astral da quarta dimensão, que é uma parte do céu. Portanto, o amor instintivo pertence à quarta dimensão, à qual se chega facilmente após a morte.

Como qualquer um pode pelo menos retornar a essa dimensão, tal retorno não é o objetivo último da nossa jornada na Terra. O mundo a que aspiramos é o mundo da iluminação, que fica num nível mais elevado.

 
O amor instintivo
“O amor instintivo provém do mundo espiritual da
quarta dimensão. Se tomar o rumo errado, ele se transforma em apego,
que cria um inferno na quarta dimensão”
 
 

O amor fundamental
O nível seguinte é o do amor fundamental, superior ao amor instintivo que, geralmente, implica receber dos outros ou ser amado pelos outros, e pertence à quinta dimensão.

A quinta dimensão é chamada Mundo do Bem; seus habitantes têm a compreensão que a essência do amor não é apenas receber amor das pessoas, mas doá-lo e ser gentil para com os outros. Isto significa amar não só os familiares, mas também as pessoas que você encontra ao longo da vida: no local de trabalho, na escola ou em qualquer outro lugar da sociedade. Quem entende isso retorna à quinta dimensão.

 
O amor fundamental
“A quinta dimensão é chamada Mundo do Bem;
seus habitantes compreendem que a essência do amor não é apenas
receber amor das pessoas, mas doá-lo e ser gentil para com os outros.”
 
 

O amor que nutre espiritualmente
Além do amor fundamental fica o amor que nutre espiritualmente, o qual existe no Mundo da Luz da sexta dimensão. Trata-se de um amor que guia as pessoas: o amor do líder ou do professor, que revela a natureza divina ou búdica e melhora seu desenvolvimento espiritual. Para praticar o amor que nutre espiritualmente e liderar os demais, é preciso ser independente e não precisar contar com outras pessoas. Um líder deve aprimorar o seu caráter e ser excepcional. Como disse Jesus, “Se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova” (Mateus, 15, 14).

O amor que nutre espiritualmente é o amor dos que estudam e trabalham com afinco para poder guiar os outros, como os empresários, professores, artistas, escritores, médicos, juízes, advogados e políticos.

Hoje em dia, infelizmente, esses tipos de pessoas parecem preocupadas unicamente com suas reputações e status. Quantos empresários praticam o amor que nutre espiritualmente? O executivo de uma empresa devia ser uma luz que guia, alguém capaz de liderar os empregados. Um líder deve ser de alto calibre e ter capacidade de guiar aqueles que o seguem. Não basta a mera capacidade de fazer dinheiro.

O amor que nutre espiritualmente é mais difícil de praticar. Os líderes com verdadeira capacidade, os que guiam os outros ou praticam o amor que se dá, retornam à sexta dimensão do céu, o Mundo da Luz.

 
O amor que nutre espiritualmente
“Trata-se de um amor que guia as pessoas:
o amor do líder ou do professor, que revela a natureza divina ou búdica
e melhora seu desenvolvimento espiritual.”
 
 

O amor que perdoa
Há mundos ainda mais elevados. O mundo seguinte é o Mundo dos Bodisatvas (Bosatsu) ou da sétima dimensão. Bodisatva é aquele que atingiu certo nível de iluminação por esforço próprio, indo além da sexta dimensão. Ele removeu a ferrugem do coração, chegou ao estado de Arhat (Arakhan) e irradia luz. Com espírito impávido, deu os primeiros e corajosos passos para levar uma vida de abnegação, uma vida dedicada aos outros. Não só é superior aos demais no sentido mundano como chegou ao estágio espiritual seguinte.

Quando nós vivemos sem experiências espirituais, apenas recebendo uma educação mundana e tendo apenas ideias e hábitos mundanos, é difícil viver para os outros e manifestar um amor vasto como o oceano. Somente através do despertar espiritual ou do encontro com um grande mestre é que podemos chegar a um estado espiritual religioso e cultivar a generosidade. Aqueles que assim estabeleceram um verdadeiro eu, podem ser realmente bons para os outros que ainda não alcançaram tal nível. Só quando chegar a esse estágio é que você poderá realmente perdoar os outros. O amor que se dá, às vezes, parece fácil de praticar. Com um pouco de esforço, aqueles que gozam de status social elevado – por exemplo, os professores, os médicos e os executivos – não demoram muito a praticar o amor que nutre espiritualmente. Entretanto, eles podem achar um pouco desafiador e ter dificuldade em perdoar as pessoas que obstruem o seu caminho, como ensinou Jesus. Para os dirigentes, é fácil amar e guiar os empregados que aceitam as suas ideias, mas ficam ressentidos com os empregados que discordam deles e, às vezes, querem puni-los e rebaixá-los.

Um bom teste para ver se você é capaz de saltar do amor que nutre espiritualmente para o amor que perdoa é o seu modo de tratar os adversários. Enquanto vê-los como inimigos, você não poderá perdoá-los. Enquanto encarar uma pessoa como igualmente poderosa ou mais forte, você não será capaz de perdoá-la. Quando você perdoa alguém que está em nível espiritual superior, é apenas para se consolar; não se trata de amor que perdoa. Mas, se tiver desenvolvido um coração grande a ponto de abarcar outros e tiver passado para um nível espiritual mais elevado, que incorpora a luz, você será capaz de encarar os que sofrem neste mundo com bondade e compaixão, como Deus os encara. Esse é o estado espiritual do Bodisatva.

No estágio do amor que perdoa, uma pessoa perdoa outra a partir de uma posição de superioridade. Por exemplo, um líder religioso que é recebido pelos outros com dúvida ou hostilidade pode perdoá-los pensando que eles, simplesmente, não conhecem a Verdade. Nesse momento, o líder sente-se superior.

Para realizar o amor que perdoa é preciso ser espiritualmente mais avançado que os outros, mas esse requisito é em si mesmo, uma limitação. A pessoa pode pensar: “Eles me criticam porque ainda não despertaram para a Verdade. Mas eu, que entendo a verdade, os perdoo.” Essa maneira generosa de pensar abarca os outros, mas conserva a sensação de ser superior, portanto, ainda é preciso avançar para um estágio mais elevado que o amor que perdoa pregado por Jesus. É o amor do Tathagata, o amor correspondente à oitava dimensão.

 
O amor que perdoa
“Aqueles que estabeleceram um verdadeiro eu, podem
ser realmente bons para os outros que ainda
não alcançaram tal nível. Só quando chegar a esse estágio
é que você poderá realmente perdoar os outros.”
 
 

O amor encarnado
O amor de Tathagata ou amor encarnado, expressa a luz de Deus; já não se trata de um amor “um a um”, e sim de um amor para todos. A pessoa que chegou ao estágio de Tathagata irradia amor ilimitado em todas as direções, e sua própria existência é amor. Esse é o amor personificado pelos grandes vultos cujos nomes perduram ao longo da história, como o grande filósofo grego Sócrates, que tem influenciado 2.400 anos de história. Mais recentemente, outros grandes vultos trouxeram luz para o mundo: Albert Schweitzer (1875–1965) e Thomas Edison (1847-1931), que contribuíram para o avanço da ciência e da tecnologia. A própria existência desses grandes vultos é uma expressão de amor para toda a humanidade.

A meta do seu treinamento espiritual na Terra é progredir através dos primeiros estágios do amor – amor fundamental, amor que nutre espiritualmente e amor que perdoa – até chegar ao amor encarnado para que sua própria existência seja uma bênção para toda a humanidade. Com esse amor, você não vive simplesmente como um mero ser humano, mas como um representante de Deus, uma manifestação da Luz. Almeje incorporar esse amor e marcar o início de uma nova época.

Ainda mais elevado do que esses é o amor da nona dimensão, o amor de Messias, mas esse amor está além do alcance das pessoas na Terra.

Muitos líderes religiosos tentam pregar esse nível de amor, mas antes de pregar o amor de Messias, eles mesmos devem progredir, passando pelos estágios do amor instintivo, do amor fundamental, do amor que nutre espiritualmente, do amor que perdoa e do amor encarnado. Sem completar cada uma dessas etapas, é impossível adotar e promover o amor de Messias.

Continue a estudar a Verdade, usando esses quatro estágios do amor como guias para o seu desenvolvimento espiritual.

 
O amor encarnado
“A pessoa que chegou ao estágio de Tathagata irradia amor
ilimitado em todas as direções, e sua própria existência é amor.”
 
“A meta do seu treinamento espiritual na Terra é progredir
através dos primeiros estágios do amor – amor
fundamental, amor que nutre espiritualmente e amor
que perdoa – até chegar ao amor encarnado.”
 
 
Índice
Revista 194:
A Verdadeira Causa do Câncer
Revista 193:
Visita do Mestre à Índia e ao Nepal
Revista 192:
O Caminho para a Saúde Perfeita
Revista 191:
Como Cultivar a Prosperidade
Revista 190:
Ciclo de Palestras do Mestre no Brasil
Revista 189:
Os Métodos de Autoreflexão
Revista 188:
Provações e Independência da Criança
Revista 187:
Seja Infinitamente Amável
Revista 186:
A Maturidade Espiritual
Revista 185:
Sinta o Milagre
Revista 184:
O Caminho da Saúde Definitiva
Revista 183:
Enfrentando os Mares Turbulentos do Destino
Revista 182:
Atrair Novas Ideias & Aprender no Trabalho
Revista 181:
Encontrar a Felicidade na sua Família
Revista 180:
Viver Criativamente
Revista 179:
Utopia no Coração
Revista 178:
Adquirindo uma Consciência mais Elevada
Revista 177:
Os Estágios do Desenvolvimento do Amor
Revista 176:
O Caminho do Sucesso
Revista 175:
Enfrentando a Depressão
Revista 174:
Gestão Baseada no Tempo
Revista 173:
Viver para Amar
Parte 2
Revista 172:
Viver para Amar
Parte 1
Revista 163:
Como superar o Perfeccionismo
Revista 162:
Como vencer a doença
Revista - Maio de 1997
Sinalização para a Felicidade - Parte II
Revista - Abril de 1997
As Circunstâncias Espirituais de uma Guerra
Revista - Abril de 1997
Sinalização para a Felicidade - Parte I
Revista - Março de 1997
Como evitar espíritos obsessores
Revista - Março de 1997
O Prelúdio da Nova Era
Revista - Janeiro de 1997
O Correto Conhecimento do Mundo Espiritual
Revista - Janeiro de 1997
Um Dia, Uma Vida
   
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