Tema em Foco - Ensinamentos do Mestre Ryuho Okawa
o amor é o propósito da vida ---> a fórmula do amor ---> torne-se um gerador de amor
Extraído do capítulo 2 do livro "Seja Infinitamente Amável"
 
Seja Infinitamente Amável
 

Revista Happy Science
Ciência da Felicidade - Edição 187

O Propósito da Vida
São muitos os que querem melhorar o mundo. Saibam eles ou não, seu trabalho contém amor sempre que empreendem uma ação geralmente útil para o mundo. Se alguém lhes disser: “Vocês infundem amor ao seu trabalho”, é provável que eles corem e fiquem um pouco sem jeito. Ou talvez respondam: “Não, não é isso. Eu simplesmente gosto do meu trabalho.”

No entanto, eu não hesito em dizer que tudo aquilo que é realmente útil e importante neste mundo tem origem no amor. Se você trabalhar em uma empresa desejando servir os demais, certamente há de ser útil para o mundo. Aquele que contribui para a humanidade com um intelecto superior e um desempenho inigualável, na verdade, pratica o amor sem ter plena consciência disso.

É desnecessário dizer que quem tem consciência de que pratica o amor através do seu trabalho fica mais satisfeito do que se o fizesse sem ter essa consciência. Você sente uma alegria sagrada ao descobrir: “É isso que significa ‘praticar o amor’. Essa missão me foi atribuída como filho de Buda ou Deus.”

Faz muito tempo que a maior parte das pessoas esqueceu essa emoção sagrada ou pura, imaculada, essa abnegada noção de santidade. Elas nunca erram quando vivem com esse sentimento santo, sagrado. São como crianças inocentes envoltas em uma delicada luz.

Mas como é difícil viver neste mundo. Quando bebês, todos aqui eram puros, inocentes e sinceros. Mas depois cresceram, e o seu coração se contaminou; perderam a confiança nas pessoas, foram obrigados a dizer coisas que não eram inteiramente verdadeiras e, às vezes, chegaram a rir das desgraças ou defeitos alheios. Vocês podem se perguntar: “Quando eu era bebê e meus pais me embalavam, acaso eles amavam uma pessoa que hoje pouco se importaria com os outros e talvez seja capaz de lhes fazer mal?” Não, de modo algum.

 
“Quando bebês, todos aqui eram puros,
inocentes e sinceros. Mas depois cresceram,
e o seu coração se contaminou (...) e, às vezes,
chegaram a rir das desgraças ou defeitos alheios...”
 

A maioria dos problemas surge porque os valores deste mundo se afastaram daquilo que deviam ser. O que tem valor neste mundo? Presumivelmente, o desejo de ter sucesso e ser muito importante; o desejo de ser maior ou mais feliz que os outros. Esse desejo representa o anseio de cada alma individual de se desenvolver, de modo que, em princípio, não contém motivação maldosa. Mas o problema aparece quando a intenção de crescer da pessoa se realiza às expensas dos outros. Imagine alguém que cresceu, realizou-se e adquiriu muitas coisas na vida, mas continua querendo tirar mais dos outros. Se esse comportamento fosse aceitável, o que aconteceria ao mundo? Ficaria inundado de mágoas, rancores e queixas.

Quem consegue incorporar a felicidade e receber amor de muita gente deve reconhecer sua situação e dedicar-se a manifestar amor de modo a compartilhá-lo com muitos outros. Mas a verdade é que, para os bem-sucedidos e afortunados, não é difícil praticar o amor. Pelo contrário, é excepcionalmente venerável quando uma pessoa desafortunada, privada de roupa e comida, frustrada em seus desejos decide praticar o amor que dá.

Quando o indivíduo insatisfeito e carente opta por fazer os outros felizes, Buda ou Deus acolhe sua atitude com alegria. Esse esforço o agrada. Embora ainda precise progredir ou chegar aonde quer chegar, do ponto de vista espiritual, no momento que decide dar amor aos demais, ele dá essencialmente tudo. Em termos materiais, os outros podem se sentir mal servidos. Trate-se de alimento, de abrigo, de terra, de dinheiro, etc., é bem possível que sintam que não recebem o suficiente, mas, espiritualmente, recebem tudo com a decisão de oferecer amor.

Sim, a lição mais importante que se pode aprender nesta existência terrena é a de alicerçar o objetivo de vida no amor. Se você reconhecer que o amor é o propósito da sua existência, receberá efetivamente tudo. Quando tomam consciência do significado de dar amor, os que nada têm absorvem de Buda ou Deus um amor mais volumoso que o absorvido pelos bemsucedidos que também dão amor.

As Regras do Amor
A ideia de liberdade ou liberalismo vem se propagando em todo o mundo, e as pessoas falam na derrota do igualitarismo. Mas deixe- me dizer uma coisa a esse respeito. A verdadeira igualdade é a igualdade no amor de Buda ou Deus por todos os seres humanos.

Quando o coração dos pobres é abundante em amor e compaixão, a luz flui para eles. De fato, Sua luz não é arbitrariamente reservada aos mais afortunados. Pelo contrário, podese dizer que, quanto mais desafortunadas são as pessoas, mais o amor de Buda ou Deus se derrama sobre elas quando conservam um pensamento puro e sagrado.

Também se pode dizer que o amor de Buda ou Deus é igualitário devido a uma lei denominada “princípio divino”. O princípio divino remete a regras criadas por Buda ou Deus. Estas são inequívocas e estipulam que Ele não mede esforços para derramar luz naqueles que apresentam características como as de Buda ou Deus. Os seres humanos, quando desejam se transformar para ficar mais perto Dele, recebem um grande poder muito superior à sua capacidade individual. Aqueles que encaram o Seu pensamento como o caminho espiritual a seguir e o incorporam à sua vida cotidiana brilham com sorrisos e compaixão; às vezes, chegam a irradiar uma luz tão intensa que chega a ofuscar. Assim são as pessoas que Dele recebem luz abundante.

Se você ama os demais embora ainda precise ser amado cabalmente, talvez pense que a quantidade de amor que você dá diminui o seu equilíbrio. Mas, pelo contrário, quanto mais a pessoa dá, mais rico fica o seu coração. Por exemplo, ninguém se cansa de tratar os outros com generosidade. Quem age por amor não se exaure, mas aqueles que vivem só para si estão sempre exaustos. Se você está sempre cansado de trabalhar, é porque não trabalha com amor pelos outros.

O trabalho que se faz com amor nunca é exaustivo, porque você ganha duas coisas. Uma é a gratidão daqueles a quem deu amor. A outra é a luz do amor que recebe de Buda ou Deus, que lhe diz: “Eu te amo.” Portanto, um ato bondoso é retribuído em dobro.

Esta é a verdade. Esta é a lei do reino de Buda ou Deus. Uma oferta torna-se duas. Duas ofertas tornam-se quatro. Três ofertas tornam-se seis. Dez tornam-se vinte. Assim funciona a lei de Buda ou Deus.

 
“Sua luz não é discriminatoriamente
reservada aos mais afortunados. Pode-se dizer,
pelo contrário, que quanto mais desafortunadas
são as pessoas mais o amor de Buda ou Deus
se derrama sobre eles quando conservam um
pensamento puro e sagrado.”
 

Entretanto, o contrário também é verdadeiro. Não falta quem só queira receber amor dos outros. Trata-se de uma pessoa movida pelo impulso de destruir a felicidade alheia. Se você tirar a felicidade de alguém, acaso ela passa a ser sua? Não, nunca. A pessoa privada de felicidade torna-se infeliz, mas ocorre o mesmo a quem lhe tirou a felicidade. Este é considerado um delinquente que perpetrou um crime espiritual, pois contrariou a vontade de Buda ou Deus. Ele pode até pensar que ganha pontos, mas a realidade é que os perde. Do ponto de vista da alma, marca um tento negativo. O ato de tomar também equivale a um ponto duplo: uma perda se converte em duas.

Diz o provérbio: “Você cava duas covas quando amaldiçoa alguém.” Embora você pretenda cavar a cova de outra pessoa, a verdade é que terá cavado duas quando terminar a primeira. A segunda cova, ao lado da primeira, é a sua. Entende porque a infelicidade predomina neste mundo? Agora você sabe por quê.

 
“Um único ato gera duas pessoas felizes,
mas o importante é que aquela que recebe
felicidade a devolva não só a quem a deu
como a outra pessoa. O ato de amor se
dissemina e se expande.”
 

Incorporar o Amor
O ato de fazer uma pessoa feliz traz felicidade tanto para a pessoa visada quanto para a que age. Um único ato gera duas pessoas felizes, mas o importante é que aquela que recebe felicidade a devolva não só a quem a deu como a outra pessoa. O ato de amor se dissemina e se expande. Portanto, é essencial gerar muita gente que dê amor. É vital que existam muitos “produtores de amor”.

O amor é a base da felicidade. As pessoas são mais felizes quando cercadas de amor abundante. Sentem-se mais felizes porque é nesses momentos que ficam verdadeiramente encantadas com o fato de estarem vivas neste mundo. Você será amado pelos outros por dar amor, mas o próprio fato de servir de estação transmissora de amor o enche de alegria.

Por isso, seja um gerador de amor. O mundo será melhor quando cada um de nós for um gerador de amor, enchendo-o de gente capaz de expandi-lo ainda mais.

 
“Por isso, seja um gerador de amor. O mundo
será melhor quando cada um de nós for um
gerador de amor, enchendo-o de gente capaz de
expandi-lo ainda mais.”
 

Sem dúvida alguma, o amor é um ovo de felicidade e um ovo de utopia. Do amor nasce a felicidade; e da felicidade, a utopia, e da utopia nasce mais amor. Essa circulação é possível. Esta é a minha mensagem.

Fim da palestra deste mês.

Índice
Revista 194:
A Verdadeira Causa do Câncer
Revista 193:
Visita do Mestre à Índia e ao Nepal
Revista 192:
O Caminho para a Saúde Perfeita
Revista 191:
Como Cultivar a Prosperidade
Revista 190:
Ciclo de Palestras do Mestre no Brasil
Revista 189:
Os Métodos de Autoreflexão
Revista 188:
Provações e Independência da Criança
Revista 187:
Seja Infinitamente Amável
Revista 186:
A Maturidade Espiritual
Revista 185:
Sinta o Milagre
Revista 184:
O Caminho da Saúde Definitiva
Revista 183:
Enfrentando os Mares Turbulentos do Destino
Revista 182:
Atrair Novas Ideias & Aprender no Trabalho
Revista 181:
Encontrar a Felicidade na sua Família
Revista 180:
Viver Criativamente
Revista 179:
Utopia no Coração
Revista 178:
Adquirindo uma Consciência mais Elevada
Revista 177:
Os Estágios do Desenvolvimento do Amor
Revista 176:
O Caminho do Sucesso
Revista 175:
Enfrentando a Depressão
Revista 174:
Gestão Baseada no Tempo
Revista 173:
Viver para Amar
Parte 2
Revista 172:
Viver para Amar
Parte 1
Revista 163:
Como superar o Perfeccionismo
Revista 162:
Como vencer a doença
Revista - Maio de 1997
Sinalização para a Felicidade - Parte II
Revista - Abril de 1997
As Circunstâncias Espirituais de uma Guerra
Revista - Abril de 1997
Sinalização para a Felicidade - Parte I
Revista - Março de 1997
Como evitar espíritos obsessores
Revista - Março de 1997
O Prelúdio da Nova Era
Revista - Janeiro de 1997
O Correto Conhecimento do Mundo Espiritual
Revista - Janeiro de 1997
Um Dia, Uma Vida
   
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